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Casa do Pessoal Hospital Padre Américo

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Sugestão: Teatro “O Grande Cortejo”

29.07.13 | clubehpa

 

 

Teatro “O Grande Cortejo”

 

Data: 02-08-2013 

Local: Parque de Vilar, Lugar da Torre, Vilar do Torno e Alentém, Lousada (41° 17' 12.082" N / 8° 12' 36.906" O).

 

O Parque de Vilar, junto à Torre de Vilar, em Lousada, será o palco da peça de teatro “O Grande Cortejo”. Uma produção original da companhia Jangada Teatro, financiada pela Rota do Românico e integrada no seu programa cultural deste ano.

Inspirado na extinta Procissão dos Caixões, um dos momentos altos das Festas da Senhora Aparecida, o espetáculo faz renascer esta tradição popular. Venha assistir no dia 2 de agosto, sexta-feira, pelas 22 horas! 

 

Sinopse

Existe na realidade portuguesa um importante número de festas, romarias e tradições de forte cariz popular, que sempre foram uma inspiração para a conceção da obra teatral. Leiam-se os autos do maior dramaturgo português de todos os tempos, Gil Vicente, ou, por exemplo, o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, obra maior da dramaturgia brasileira. 

A festa que nos interessa é uma das maiores e imponentes festas do concelho de Lousada: a Festa da Senhora Aparecida. 

Durante décadas existiu nessa festa um acontecimento que tinha algo de profano, mas respeitado por toda a gente como se fosse sagrado: era chamado O Cortejo dos Amortalhados, popularmente conhecido pela Procissão dos Caixões. 

A Procissão dos Caixões, genericamente, consistia no pagamento de promessas. Por ter sido, por exemplo, salvo de uma maleita ou passado num exame por interceção da Senhora Aparecida, o crente cumpria a promessa ou designava alguém para ir em seu lugar. 

Assim, o penitente era transportado dentro de um caixão durante mais de 400 metros, em procissão, num confronto litigioso entre o sagrado e o profano. Eram carregados por familiares, homens, mulheres e até crianças, de rosto tapado por um pano de linho. No fim do cortejo a vida acabava sempre por dominar o simulacro da morte. 

A estrutura do espetáculo assenta na revisitação deste acontecimento que durante anos existiu com o beneplácito da Igreja, a mesma Igreja que nos anos 90 o erradicou. 

A viagem que pretendemos fazer passa pela teatralização deste evento, mas sem juízo de valor. Isto é, não cabe aos autores uma tomada de posição, dizer o que é certo ou errado, mas sim proporcionar ao espetador que o faça livremente. 

O espetáculo procurará reinventar um pouco a viagem à tradição e às raízes da romaria de cultura popular. O texto e a encenação darão a devida dignidade que a cerimónia merece. Será um espetáculo popular sem ser popularucho, uma combinação de riso e choro, pondo em evidência a celebração da vida e a nossa eterna angústia da morte.

 

Duração: 90 minutos.

Classificação: M/12.

Texto: Luís Ângelo Fernandes e Fernando Moreira.

Encenação: Fernando Moreira.

Cenografia e Figurinos: Sandra Neves.

Composição Musical: Ricardo Fráguas.

Direção Musical: Ricardo Fráguas e Rui Reis.

Músicos: Bando das Gaitas.

Desenho de Luz: Nuno Tomás.

Atores do elenco fixo da Jangada Teatro: Cláudia Berkeley; Luiz Oliveira; Patrícia Ferreira; Vítor Fernandes e Xico Alves.

Atores convidados: António Leite; Carla Campos; Magda Magalhães; Paulo Jorge; Susana Morais; Alunos do Curso Profissional de Artes do Espetáculo de Felgueiras; Alunos da USALOU – Universidade Sénior de Lousada; Atores do grupo de Teatro Amador EmCena e Rancho Folclórico Senhora Aparecida.

Companhia: Jangada Teatro